Bloco A
Painel consolidado
Todos os preços, múltiplos e números de consenso do relatório residem neste painel. Os demais blocos os referenciam pelo nome.
Mercado
Preço na análiseR$ 19,99
Valor de mercadoR$ 12,32 bi
vs. máx. 52 sem.-27,5% (est.)
vs. mín. 52 sem.+20,4% (est.)
Fundamentos
Receita líq. UDMR$ 7.670,0 M
LPA UDM contábilR$ 1,12
LPA UDM recorrenteR$ 1,31 (est.)
Margem EBIT UDM23,7%
Mg. EBITDA aj. UDM31,9%
Yield de FCLnegativo
Dív. líq. aj./EBITDA1,14x
Valuation
P/L UDM17,9x
P/L projetado 202612,7x
EV/Receita2,2x
PEG0,40x (est.)
Faixa P/L 2023-2514,5x – 27,8x
Consenso
Analistas13
Distribuiçãocompra dominante
Alvo médioR$ 32,35
Alvo máximoR$ 38,00
Alvo mínimoR$ 26,00
Próximo resultado05/08/2026
Fontes: cotação e contagem de ações, Dados de Mercado (fechamento de 28/07/2026); indicadores de rentabilidade e faixa histórica de P/L, Dados de Mercado; receita, EBITDA ajustado e alavancagem, releases de resultados da Companhia (1T26 e 4T25); P/L projetado, Empiricus e BTG Pactual; consenso de analistas e alvos, Investing.com; data do próximo resultado, calendário 2T26 da B3 (Suno, InvestTalk). Faixa de 52 semanas referenciada em ADVFN (28/05/2026), marcada (est.) por defasagem. LPA recorrente e PEG derivados pela PGS a partir de números divulgados.
O papel opera abaixo do ponto médio da própria faixa de múltiplo dos últimos três exercícios e distante do topo de 2024, num momento em que receita e EBITDA ajustado crescem perto de trinta por cento ao ano. A compressão do múltiplo projetado contra o P/L dos últimos doze meses mostra que o mercado já embutiu crescimento de lucro e ainda assim manteve o desconto contra o alvo médio do consenso.
Bloco B
Os quatro trimestres
Sequência contínua: 1T26 (âncora), 4T25, 3T25 e 2T25. Valores em R$ milhões, exceto LPA e percentuais.
| Trimestre |
Receita líq. vs. consenso |
LPA contábil vs. consenso |
LPA recorrente vs. consenso |
Mg. EBIT reportada |
Mg. EBITDA ajustada |
FCL (caixa op. − capex) |
Reação na sessão seguinte |
1T26 31/03/2026 |
2.102,1 cons. n.d. Em linha |
0,279 (est.) cons. 0,29 Abaixo |
0,336 (est.) cons. n.d. Acima |
23,8% |
32,0% |
+69,0 (est.) |
+11,7% |
4T25 31/12/2025 |
1.948,2 cons. n.d. Em linha |
0,359 (est.) cons. n.d. n.d. |
0,393 (est.) cons. n.d. Em linha |
23,4% |
31,3% |
-321,1 (est.) |
+2,0% (est.) |
3T25 30/09/2025 |
1.824,2 cons. n.d. Em linha |
0,241 (est.) cons. n.d. n.d. |
0,296 (est.) cons. n.d. Em linha |
23,6% |
32,1% |
+92,4 (est.) |
(dado não encontrado) |
2T25 30/06/2025 |
1.789,8 (est.) cons. 1.750,0 Acima |
0,268 (est.) cons. n.d. n.d. |
0,316 (est.) cons. n.d. Acima |
24,0% |
32,1% |
+63,5 (est.) |
+7,8% |
Fontes: receita líquida, EBITDA ajustado e margens ex-IFRS-16, releases de resultados 1T26, 4T25, 3T25 e 2T25 da Companhia. Lucro líquido contábil e EBIT reportado (base CVM, com IFRS-16), Dados de Mercado. Lucro líquido recorrente, releases da Companhia. LPA calculado pela PGS sobre 616.129.844 ações após o aumento de capital homologado em fevereiro de 2026 e 597.250.053 ações nos trimestres anteriores, marcado (est.). Consenso de LPA do 1T26, TradingView; consenso de receita do 2T25, Empiricus. FCL derivado pela PGS a partir da geração de caixa operacional e do capex divulgados. Reações: InfoMoney (1T26), Empiricus (4T25), Suno (2T25). Qualificações de superação e desempenho em linha conforme relatórios publicados de XP, Itaú BBA, BTG Pactual, Safra e Goldman Sachs.
Bloco E
Arquitetura estratégica
E.1 · Modelo de negócio e arquitetura de receita
| Segmento |
Receita 2025 (R$ M) |
% do total |
Var. a/a |
Margem bruta caixa antes de pré-operacionais |
| Smart Fit Outros Países |
2.488,2 | 34,4% |
+41% | 55,0% |
| Smart Fit Brasil |
2.390,2 | 33,0% |
+21% | 47,8% |
| Smart Fit México |
1.554,1 | 21,5% |
+14% | 45,6% |
| Outras (TotalPass, Studios, Queima Diária, FitMaster, royalties) |
601,8 | 8,3% |
+88% | 68,8% |
| Bio Ritmo e outras |
207,5 | 2,9% |
+26% | 43,8% |
| Total consolidado |
7.241,7 | 100,0% |
+30% | 51,4% |
Fonte: Release de Resultados 4T25 da Companhia, seções Receita Líquida por Marca e Região e Lucro Bruto Caixa por Segmento. Margens excluem os efeitos do IFRS-16 e os custos pré-operacionais. Percentuais do total calculados pela PGS.
A companhia se organiza em duas máquinas com funções financeiras distintas. A primeira é a rede de academias próprias da bandeira principal, distribuída por três geografias que hoje se aproximam de terços. Ela consome capital: cada unidade exige investimento inicial pesado e leva vinte e quatro meses para atingir margem madura. A segunda é a linha Outras, que reúne o agregador corporativo, os estúdios, a plataforma digital e a operação mexicana adquirida. Ela quase não consome capital fixo e opera com margem bruta caixa muito superior à de qualquer geografia de academia, porque vende acesso a uma rede que em grande parte pertence a terceiros.
A interdependência é o ponto. O agregador só tem proposta de valor para o comprador corporativo porque existe uma malha densa de unidades atrás dele, e a malha densa só se paga porque o agregador injeta frequência incremental em academias que já estão com custo fixo pago. Cada acesso adicional vindo da plataforma entra na unidade com custo marginal próximo de zero, o que significa que a alavancagem operacional do grupo nasce nesse encontro, e não na diluição clássica de despesa corporativa.
O fluxo de capital vai na direção oposta ao fluxo de margem. A geração de caixa das academias maduras, principalmente da região Outros Países, financia as novas unidades e a estrutura do agregador. A linha Outras devolve margem e crescimento, e ainda é pequena demais para financiar o ciclo de expansão sozinha. Enquanto essa assimetria durar, o consolidado permanece refém do calendário de inaugurações.
E.2 · Fosso competitivo
| Pilar | Força | Risco de erosão | Nota |
| Densidade de rede e efeito cluster geográfico | Alta | Baixo | ★★★★☆ |
| Custo por unidade e poder de compra de equipamento | Alta | Médio | ★★★★☆ |
| Agregador corporativo bilateral (oferta e demanda) | Média-alta | Médio | ★★★★☆ |
| Acesso imobiliário preferencial em complexos comerciais | Média | Médio | ★★★☆☆ |
| Marca e poder de repasse de preço | Média | Alto | ★★★☆☆ |
Fonte: avaliação PGS a partir dos releases de resultados 2T25 a 1T26 da Companhia, do relatório da Fitch Ratings de julho de 2026 e da cobertura de BTG Pactual, XP e Itaú BBA. Escala de notas de 1 a 5 estrelas, sendo 5 uma vantagem durável e praticamente inatacável.
O mecanismo mais durável aqui não é a marca. É a densidade. Quando a companhia coloca cinco ou mais unidades numa mesma praça, o cliente compra conveniência de acesso a várias academias sob a mesma assinatura, e o custo de replicar isso para um entrante é o custo de abrir a praça inteira ao mesmo tempo. É por isso que a estratégia de clusters no México foi levada até a cobertura de todas as entidades federativas, e é por isso que a penetração do plano de maior valor sobe justamente onde a densidade é maior. Esse pilar resiste bem porque não depende de preferência do consumidor, e sim de aritmética de rede.
O segundo pilar, custo por unidade, é forte mas datado. A escala de compra de equipamento e a padronização de projeto entregam capex por academia que um operador independente não alcança. A erosão aqui é gradual e vem de dois lados: a inflação de capex por unidade tem subido com a atualização do produto, e a concorrência de academias de bairro não precisa igualar o custo, precisa apenas aceitar retorno menor num raio pequeno. Foi exatamente esse ponto que o mercado castigou quando a administração reconheceu maior competição local no início de 2026.
O agregador é o pilar com maior valor incremental e o mais frágil no papel. Ele é bilateral de verdade, com efeito de rede em ambos os lados, e a participação de mercado em usuários ativos no Brasil vem subindo. A fragilidade está em quem controla a demanda: são departamentos de recursos humanos com contratos renováveis e um concorrente global bem capitalizado do outro lado. A nota quatro reflete a mecânica, com a ressalva de que a durabilidade ainda não foi testada num ciclo de renegociação adverso. Marca e repasse de preço recebem a nota mais baixa porque o modelo se define por preço acessível, o que limita estruturalmente até onde o reajuste pode ir sem devolver alunos ao concorrente de bairro.
E.3 · Arquitetura de crescimento de longo prazo
| Vetor | Horizonte | Estado atual | Potencial | Status |
| Expansão da rede (guidance de 330 a 350 aberturas líquidas em 2026) |
1 a 3 anos | 2.113 academias em 16 países | Alto | em linha |
| Maturação das safras de 2024 a 2026 |
2 a 3 anos | 57% da base própria já madura | Alto | em linha |
| Monetização do agregador corporativo |
2 a 4 anos | 2,1 mi de usuários; 34% de share em usuários ativos no Brasil | Alto | em linha |
| Plataforma de estúdios BeOn |
3 a 5 anos | 180 unidades, majoritariamente franquias | Médio | emergente |
| Reposicionamento da Bio Ritmo no segmento alto |
3 a 5 anos | 36 unidades, entrada recente em Chile e Peru | Médio | emergente |
Fontes: releases de resultados 4T25 e 1T26 da Companhia; Fato Relevante de guidance de aberturas de março de 2026; dados de participação em usuários ativos citados por BTG Pactual com base em Sensor Tower (março de 2026). Escala de status: em linha · emergente · em risco.
O sequenciamento não é opcional. A maturação das safras recentes precisa acontecer primeiro, porque é ela que converte o capital já enterrado nos últimos dois anos em geração de caixa. Sem isso, nenhum dos outros vetores importa: a expansão continua consumindo mais caixa do que a base madura produz, e o balanço continua dependente de refinanciamento. As safras de 2023 e 2024 vêm entregando margem em linha ou acima do patamar das unidades maduras, o que é o sinal mais concreto disponível de que o vetor está funcionando.
O segundo na fila é o agregador. Ele resolve o problema que a maturação sozinha não resolve, que é a densidade estagnada por academia no Brasil. Cada acesso corporativo adicional recupera receita numa unidade que já existe, sem capex. A questão aberta migrou de escala para preço: a plataforma já provou que agrega academias parceiras e usuários, e o que falta demonstrar é que a receita por visita converge de forma sustentada para a do canal direto.
Estúdios e o reposicionamento da marca de alto padrão vêm por último e devem ser tratados como opcionalidade. Ambos são pequenos demais para mover o consolidado em dois anos e dependem de execução em franquia e serviço premium, com histórico curto. Se a expansão principal saturar, esses vetores viram necessidade, e a classificação de emergente deve ser revisitada.