Relatório de research · Renda variável Brasil

Itaúsa ITSA4

Itaúsa S.A. · Holding de investimentos · B3 (ITSA3 / ITSA4)
PGS-ITSA4-202606 PGS · COMPRA Publicação: 18 jun 2026 Preço de análise: R$ 13,04 Consenso: Compra
Lucro recorr. UDM
R$ 17,1 bi
soma 1T26–2T25
LPA recorr. UDM
R$ 1,55
por ação (est.)
P/L
8,5x
lucro recorrente
P/VP
1,62x
valor patrimonial
Dividend yield 12m
8,8%
10,7% c/ bonificação
ROE recorrente
20,1%
1T26
Alvo médio (RI)
R$ 16,44
faixa 14,00–18,00
Desconto de holding
~19%
vs. soma das partes
01

Análise de resultados — últimos 4 trimestres

A Itaúsa é uma holding pura: seu resultado não vem de receita operacional própria, e sim da equivalência patrimonial e dos proventos de suas investidas. Por isso a leitura trimestral gira em torno de lucro líquido recorrente, ROE recorrente, resultado das investidas e distribuição aos acionistas, e não de receita e margem clássicas. Cobertura âncora: 1T26 (divulgado em 11 de maio de 2026), em sequência contínua com 4T25, 3T25 e 2T25.

Cartões trimestrais
1T26 · ÂNCORA
Trim. encerrado 31 mar 2026
R$ 4,49 bi
Lucro recorrente
YoY +17% · ROE 20,1%
Recorde de rentabilidade
4T25
Trim. encerrado 31 dez 2025
R$ 4,45 bi
Lucro recorrente
YoY +21% · ROE 19,6%
Maior lucro anual da história
3T25
Trim. encerrado 30 set 2025
R$ 4,12 bi
Lucro recorrente
YoY +6% · ROE 18,1%
ROE -0,2 p.p. a/a
2T25
Trim. encerrado 30 jun 2025
R$ 4,04 bi
Lucro recorrente
YoY +11% · ROE 18,4%
Recorde no trimestre
Fontes: Itaúsa RI / Money Times / Investidor10 / Nord Research / ADVFN / Exame / Finance News (11/05/2026, 16/03/2026, 10/11/2025, 11/08/2025). Valores em reais (BRL).

A leitura do arco de quatro trimestres revela uma holding em melhora consistente, porém com a maior parte do mérito atribuível ao ativo central. O lucro recorrente subiu de R$ 4,04 bilhões no 2T25 para R$ 4,49 bilhões no 1T26, um avanço de cerca de 11% no período, enquanto o ROE recorrente saltou quase dois pontos percentuais, de 18,4% para 20,1%. O ponto de inflexão mais visível foi a virada do bloco não financeiro: depois de recuar 9% no 2T25 — quando Dexco e Motiva pesaram — o segmento passou a contribuir de forma crescente, encerrando o 1T26 com alta de 76% na comparação anual. Ainda assim, a base de comparação ajuda a explicar parte desse salto, e o investidor deve ler o número como sinal de recuperação, não como mudança estrutural no peso relativo das investidas.

Vale destacar a sequência sazonal: o 3T25 foi o trimestre mais fraco do período em crescimento (+6% a/a), com ROE recuando marginalmente, exatamente quando a holding concentrou esforços de gestão de passivos e absorveu prêmios de pré-pagamento de dívida no resultado financeiro. Foi um custo deliberado em troca de um balanço mais saudável — a dívida líquida caiu para R$ 697 milhões e o custo médio de financiamento foi reduzido. Já o 4T25 fechou o maior ano da história da companhia, com lucro recorrente anual de R$ 16,5 bilhões e payout de 76%, ancorando a tese de remuneração que sustenta o papel.

Resultado recorrente vs. expectativa de mercado

Para uma holding cujo resultado segue quase integralmente as investidas (sobretudo o Itaú Unibanco), não há consenso formal de lucro por trimestre tão padronizado quanto em empresas operacionais. A leitura de "acima/abaixo" abaixo reflete a comparação com a trajetória esperada das investidas e com o trimestre anterior; quando não há número de consenso público para ITSA4, registramos o fato em vez de estimar.

TrimestreLucro recorrenteVar. a/aLucro contábilROE recorr.Leitura
1T26R$ 4,49 bi+17,0%R$ 4,41 bi20,1%Acima da trajetória — Itaú +11%, não financeiro +76%
4T25R$ 4,45 bi+21,0%R$ 4,30 bi19,6%Acima — investidas +20%; não financeiro +330%
3T25R$ 4,12 bi+6,0%~R$ 4,1 bi (est.)18,1%Em linha — financeiro pesa; Dexco no prejuízo
2T25R$ 4,04 bi+11,0%R$ 4,07 bi18,4%Acima — Itaú +12%; não financeiro -9% (Dexco/Motiva)
Fontes: divulgações Itaúsa RI e cobertura de imprensa (Reuters/Money Times, Exame, Suno, Investidor10). Consenso formal de lucro por trimestre para ITSA4 não é publicado de forma padronizada; "leitura" é qualitativa. (est.) = não confirmado na fonte primária.
Trajetória de lucro recorrente, ROE e investidas
Indicador1T264T253T252T25Sinal
Lucro líquido recorrenteR$ 4,49 biR$ 4,45 biR$ 4,12 biR$ 4,04 bi
ROE recorrente20,1%19,6%18,1%18,4%
Resultado recorr. das investidasn/dR$ 4,8 biR$ 4,37 biR$ 4,3 bi
Dívida líquidaR$ 1,0 bin/dR$ 0,70 bin/d
Despesas administrativasR$ 44 miR$ 52 min/dR$ 42 mi
Fontes: Itaúsa RI, Nord Research, Exame, Investidor10. n/d = dado não localizado para o slot. Valores em reais (BRL).
O que definiu cada trimestre
Trim.Narrativa por trás dos números
1T26Início de ano forte com ROE recorrente de 20,1%, o maior da série recente. O salto de 76% nas investidas não financeiras mostrou tração de diversificação, mas o evento do trimestre foi a revisão contábil da Aegea, que reduziu o patrimônio da Itaúsa em cerca de R$ 700 milhões e adiou o IPO da saneadora para 2027. O conselho aprovou recompra de até 5 milhões de ações preferenciais. A holding elevou participação na Aegea para 13,27% após aporte.
4T25Fechamento do maior ano da história: lucro recorrente anual de R$ 16,5 bilhões (+11%), com payout de 76% e R$ 11,9 bilhões distribuídos. No trimestre, o não financeiro disparou (Alpargatas +639%, Motiva +68%, Copa +39% sobre base fraca). Anúncio de JCP e bonificação de 2% em ações reforçaram a tese de remuneração. Resultado da Aegea entrou apenas com 9 meses acumulados por questão de fechamento contábil.
3T25Trimestre de "lucro recorde" segundo a administração, porém de menor crescimento (+6%), com ROE recuando marginalmente para 18,1%. Destaque para a gestão de passivos: dívida líquida caiu 26% em 12 meses para R$ 697 milhões após pré-pagamento de debêntures, ao custo de um resultado financeiro mais negativo (R$ 110 milhões) por prêmios de pré-pagamento. Dexco foi a única investida com perda no período.
2T25Lucro recorde no trimestre puxado pelo Itaú (+12%), enquanto o portfólio não financeiro recuou 9% com Dexco e Motiva fracas. A holding declarou JCP de R$ 2,7 bilhões (R$ 0,245 por ação) e seguiu a estratégia de desalavancagem, com redução acumulada de ~30% no endividamento e melhora de perfil da dívida.
Fontes: Itaúsa RI, Nord Research, Genial, Investidor10, Suno, Finance News. Narrativa qualitativa baseada nas divulgações.
Padrões recorrentes (5 observações estruturais)
#Observação
1Dependência do Itaú. Em todos os quatro trimestres, o Itaú Unibanco responde por cerca de 90% a 95% do resultado recorrente das investidas — a tese de ITSA4 é, na prática, exposição indireta ao banco com desconto.
2ROE em ascensão. O ROE recorrente subiu de 18,4% (2T25) para 20,1% (1T26), refletindo melhora de rentabilidade do Itaú e contribuição crescente do não financeiro.
3Não financeiro volátil, mas em alta de base. O bloco fora do banco oscila (de -9% no 2T25 a +76% no 1T26), porém ganha relevância gradual — Aegea, Alpargatas, Motiva e Copa Energia puxam a recuperação.
4Disciplina de capital. Gestão ativa de passivos (pré-pagamentos, alongamento, custo médio em queda) manteve a dívida líquida baixa, em torno de R$ 0,7 bi a R$ 1,0 bi, preservando a capacidade de distribuição.
5Remuneração crescente. JCP e dividendos seguiram subindo trimestre a trimestre, com payout de 76% em 2025 e novos JCP já declarados em 2026, sustentando um dos maiores dividend yields da B3.
Fontes: análise PGS sobre divulgações Itaúsa RI e cobertura de mercado (1T26–2T25).
Indicadores que o mercado monitora
KPILeitura atualPor que importaSinal
Resultado recorrente do ItaúR$ 12,28 bi (1T26)Motor de ~90%+ do lucro da holding
Desconto de holding (vs. SOTP)~19%Tese de fechamento é o principal upside não operacional
Dividend yield 12m8,8%–10,7%Atratividade frente à renda fixa e ao próprio Itaú
Contribuição do não financeiro+76% a/a (1T26)Mede avanço real da diversificação
Dívida líquida / alavancagemR$ 1,0 bi (~0,3x PL)Baixa alavancagem protege os proventos
Situação Aegea (revisão / IPO)IPO adiado p/ 2027Risco contábil e cronograma de cristalização de valor
Fontes: Itaúsa RI, Goldman Sachs, Genial, Investidor10, StatusInvest. Sinal: ↑ melhorando · → estável · ↓ deteriorando.
O que observar no próximo resultado (2T26)
ItemTese de acompanhamentoDireção
Lucro do Itaú no 2T26Sazonalidade mais fraca no início de 2026; guidance de lucro ~R$ 51–52 bi no ano
Manutenção do ROE acima de 20%Confirmar se o patamar do 1T26 se sustenta ou normaliza
Não financeiroSequência da recuperação de Alpargatas, Motiva, Copa e Aegea
Desfecho da revisão da AegeaEsclarecimentos sobre o impacto de R$ 700 mi e governança
Trajetória dos proventosNovos JCP (R$ 1,547 bi declarado em jun/26, data-com 18/06)
Desconto de holdingContinuidade do estreitamento rumo à reforma fiscal de 2027
Fontes: Genial (prévia Itaú), Itaúsa RI, EBC (JCP jun/26), Bradesco BBI. Direção: ↑ melhorando · → estável · ↓ deteriorando.
02

Análise institucional

A Itaúsa é uma das maiores holdings de investimento de capital aberto do Brasil. Seu valor deriva da soma das participações — com peso dominante do Itaú Unibanco — e sua tese combina três vetores: exposição ao banco com desconto, proventos recorrentes elevados e um catalisador fiscal estrutural previsto para 2027.

Modelo de negócio e arquitetura de receita

A holding não opera negócios diretamente: ela detém participações e captura valor via equivalência patrimonial e proventos recebidos, repassando integralmente aos acionistas os dividendos e JCP que recebe do Itaú. O portfólio é dividido entre um bloco financeiro (Itaú Unibanco), que concentra a quase totalidade do resultado, e um bloco não financeiro em diversificação. O valor de mercado do portfólio (soma das partes) foi reportado próximo de R$ 194 bilhões, contra um valor de mercado da holding em torno de R$ 143 a 156 bilhões — daí o desconto de holding de aproximadamente 19%.

Bloco / investidaSetorPapel na tese
Itaú UnibancoBancário~90%–95% do resultado recorrente; principal motor de lucro e proventos
AegeaSaneamentoParticipação elevada a 13,27% no 1T26; IPO previsto para 2027
Motiva (ex-CCR)Infraestrutura / concessõesReajustes tarifários e tráfego puxam contribuição
AlpargatasConsumo / calçadosRecuperação de receita, EBITDA e lucro; internacionalização
DexcoMateriais de construçãoMais cíclica; pressão no mercado de acabamentos
Copa EnergiaEnergia / GLPCapital fechado; melhora de volume e margens
NTSTransporte de gás naturalGeração de proventos estável ao consolidado
Fontes: Itaúsa RI, Investidor10, Suno, Genial, StatusInvest (2025–2026). Participações descritas qualitativamente; pesos econômicos variam por investida.

O desconto de holding é o coração da discussão de valor em ITSA4. Ele surge porque o mercado precifica a Itaúsa abaixo da soma de suas participações — em parte por razões legítimas. A holding tem despesas próprias, estrutura administrativa, obrigações tributárias e custos financeiros que reduzem o valor entregue ao acionista; o mais relevante deles, historicamente, é a ineficiência de PIS/Cofins incidente sobre os juros sobre capital próprio que a holding recebe e repassa. Como a Itaúsa distribui integralmente os proventos do Itaú e retém pouco, essa cobrança representa um vazamento estrutural de valor. A Lei Complementar 204/23, sancionada em janeiro de 2025 e com vigência a partir de 2027, encerra essa distorção — e é justamente por isso que múltiplas casas de análise enxergam um gatilho datado para o estreitamento do desconto, estimando o ganho em valor presente entre R$ 8,7 e R$ 10,5 bilhões, ou cerca de 7% do valor de mercado atual.

É importante calibrar a expectativa de diversificação. Embora a Itaúsa se apresente como uma das maiores holdings diversificadas do país, na prática o Itaú responde por algo entre 90% e 95% do resultado recorrente das investidas. Comprar ITSA4 não equivale, portanto, a comprar uma carteira amplamente distribuída entre setores — é, antes, uma forma de obter exposição ao banco com desconto e com um yield superior ao das ações do próprio Itaú. A boa notícia é que o ativo central é de altíssima qualidade: o Itaú é o banco mais rentável e capitalizado do Brasil, com histórico consistente de geração de lucro. A má notícia é que essa mesma concentração transforma qualquer revisão de expectativa sobre o banco — crédito, juros, payout — em risco direto para a holding.

Avaliação do moat competitivo
PilarForçaRisco associadoNota PGS
Qualidade do ativo central (Itaú)Banco mais rentável e capitalizado do país; ROE ~24%+Concentração extrema do resultado★★★★
Política de proventosRepasse integral de dividendos/JCP do Itaú; payout 76%Depende do payout do banco★★★★
Disciplina de capital / balançoBaixa alavancagem (~0,3x PL); gestão ativa de passivosAportes pontuais elevam dívida★★★★
Diversificação do portfólioExposição a saneamento, infra, consumo, energiaAinda pequena fração do resultado★★★★★
Governança e marca50 anos de histórico; presença em índices ESG (DJSI)Episódios como revisão da Aegea★★★★★
Fontes: Itaúsa RI, Genial, Goldman Sachs, Investidor10. Nota PGS: 1–5 estrelas (5 = vantagem durável e quase inatacável).
Principais riscos

Concentração no Itaú Unibanco

Alta
Cerca de 90% a 95% do resultado recorrente da holding vem do Itaú. Qualquer deterioração na rentabilidade, na qualidade de crédito ou na política de payout do banco afeta diretamente a Itaúsa. Na prática, ITSA4 não entrega a diversificação ampla que o termo "holding" sugere — é, antes de tudo, um veículo de exposição ao banco.Horizonte: permanente / estrutural

Risco de execução do fechamento do desconto e da reforma fiscal

Média
Boa parte do upside da tese depende da redução do desconto de holding, ancorada no fim da ineficiência de PIS/Cofins sobre JCP a partir de 2027 (LC 204/23). Atraso, diluição ou reversão da reforma, ou simplesmente persistência do desconto por fatores de sentimento e liquidez, frustraria o principal vetor não operacional de valorização.Horizonte: 2026–2027

Sensibilidade a juros (Selic) e ao fluxo estrangeiro

Média
Como ação de dividendos, ITSA4 compete com a renda fixa: Selic elevada reduz a atratividade relativa do yield. O papel também é sensível ao fluxo de capital externo para a bolsa — entradas favorecem bancos e holdings; saídas pressionam a cotação mesmo com fundamentos sólidos. A correção desde a máxima histórica de R$ 15,24 ilustra essa volatilidade.Horizonte: contínuo, ligado ao ciclo monetário
Fontes: análise PGS sobre Itaúsa RI, Genial, Goldman Sachs, Bradesco BBI, Investidor10, EBC. Severidade: Alta · Média · Baixa.
Arquitetura de crescimento de longo prazo
VetorHorizonteEstado atualPotencialStatus
Fim da ineficiência fiscal (PIS/Cofins sobre JCP)2027LC 204/23 sancionada; vigência marcada~R$ 8,7–10,5 bi de valor presente (~7% do market cap)no rumo
Estreitamento do desconto de holding2026–2027~19% vs. SOTP, abaixo dos ~25% de 2025Reprecificação rumo a 15% justo (visão sell-side)no rumo
Não financeiro superando despesas da holding2026–2028Contribuição crescente, mas ainda parcialGeração de caixa adicional e mais proventosemergente
IPO da Aegea2027Adiado após revisão contábilCristalização de valor de saneamentoem risco
Crescimento estrutural do Itaú2026+Guidance de lucro ~R$ 51–52 bi (2026)Eficiência (One Itaú) e expansão de créditono rumo
Fontes: Genial, Bradesco BBI, Goldman Sachs, Itaúsa RI, InfoMoney. Status: no rumo · emergente · em risco. Valores em reais (BRL).
Cenário otimista vs. pessimista
Cenário otimistaR$ 17,50
  • Desconto de holding fecha rumo a ~15% da SOTP com a aproximação da reforma fiscal de 2027
  • Itaú entrega lucro de R$ 51–52 bi em 2026 e mantém payout elevado
  • Não financeiro continua acelerando e passa a superar as despesas da holding
  • Selic em queda reforça a atratividade do yield frente à renda fixa
Lucro recorrente 2026 (est.)~R$ 18,5–19,2 bi
DY forward~9%
Premissa-chavedesconto + Itaú forte
Cenário pessimistaR$ 11,00
  • Desconto de holding persiste ou amplia por sentimento, liquidez ou atraso da reforma
  • Itaú desacelera ou reduz payout, comprimindo o repasse de proventos
  • Selic alta drena fluxo de ações de dividendos para a renda fixa
  • Aegea e demais investidas pressionam o consolidado e a governança
Lucro recorrente 2026 (est.)~R$ 17 bi
DY forward~8%+
Premissa-chavedesconto persiste
Fontes: síntese PGS sobre alvos e premissas de Goldman Sachs, Bradesco BBI, Genial e cobertura do RI. Cenários são ilustrativos, não previsões. Valores em reais (BRL).
Contexto de valuation
MétricaAtualForward (est.)Faixa / referênciaComentário
P/L (lucro recorrente)~8,5x~7,5xhistórico de banco-pai ~8xEm linha com o Itaú, com desconto adicional
P/VP1,62xn/dReflete rentabilidade elevada das investidas
Dividend yield 12m8,8%~9%10,7% incl. bonificaçãoEntre os maiores da B3; prêmio sobre o Itaú
Desconto de holding (SOTP)~19%~15% justo~25% em 2025; média histórica ~21%Catalisador fiscal de 2027 como gatilho
Valor do portfólio (NAV)~R$ 194 bin/dmarket cap ~R$ 143–156 biBase do cálculo do desconto
Fontes: Investidor10 (P/L 8,61; P/VP 1,62; DY 10,70%), EBC (P/L 8,52x; ROE 18,83%), StatusInvest, Goldman Sachs, Genial, Itaúsa RI. (est.) = estimativa. Valores em reais (BRL).
Panorama dos analistas
Otimistas
Goldman Sachs
R$ 16,90 · Compra
Veículo mais atrativo p/ capturar dividendos do Itaú; desconto ~19%
Bradesco BBI
R$ 15,40 · Compra
Mizrahi/Chanes; retorno total ~24%; desconto justo de 15%
Cobertura RI (média)
R$ 16,44 · Compra
100% compra; faixa R$ 14,00–18,00
Genial
Top Pick · Compra
Tese de fechamento do desconto com catalisador fiscal
Neutros / cautelosos
Nord Research
Sem compra
Sem recomendação de compra para ITSA4; prefere ITUB3
Suno (carteira)
Peso reduzido
Reduziu de 20% p/ 15% por valorização, não por fundamentos
Pessimistas
Sem rating de venda público
0 vendas
Consenso agregado: Compra forte (7 compras, 0 vendas em compiladores)
Ponto de atenção do mercado
Run-up
Forte alta no ano e correção desde a máxima de R$ 15,24
Fontes: InfoMoney (Goldman, 01/04/2026), EuQueroInvestir/Investidor10 (Bradesco BBI, 03/2026), Guia do Investidor (cobertura RI), Genial, Nord Research, Suno, Investing.com. Alvos com horizonte ~12 meses.
03

Veredito PGS

🟢 COMPRA

Itaúsa (ITSA4) — assimetria favorável com gatilho fiscal datado

Alvo otimista (18–24m)
R$ 17,50
+34% vs. referência
Piso pessimista
R$ 11,00
-16% vs. referência
Preço de referência
R$ 13,04
15 jun 2026
Risco / retorno
Favorável
~2,1 : 1

1.A dislocação de preço está no desconto de holding. ITSA4 negocia cerca de 19% abaixo da soma de suas participações, ainda acima da média histórica (~21% no auge de 2025), num momento em que existe um gatilho datado para o estreitamento: o fim da tributação de PIS/Cofins sobre JCP a partir de 2027, com valor presente estimado em torno de R$ 8,7 a 10,5 bilhões — perto de 7% do valor de mercado. Some-se a isso um dividend yield de 12 meses entre 8,8% e 10,7%, com prêmio sobre o próprio Itaú, e o investidor é remunerado para esperar a reprecificação.

2.A qualidade do fundamento é alta, ainda que concentrada. O ativo central é o banco mais rentável e capitalizado do Brasil, com ROE acima de 24% e guidance de lucro de R$ 51 a 52 bilhões em 2026. A holding entregou ROE recorrente crescente (de 18,4% no 2T25 para 20,1% no 1T26), lucro anual recorde de R$ 16,5 bilhões em 2025 e baixa alavancagem (~0,3x do patrimônio). A diversificação não financeira ainda é pequena no resultado, mas avança e adiciona opcionalidade.

3.O principal risco é a própria tese ao contrário: a concentração em Itaú significa que qualquer desaceleração de lucro, piora de crédito ou corte de payout do banco se transmite quase integralmente à holding. Em paralelo, o fechamento do desconto não é garantido — depende da execução da reforma fiscal, do humor do mercado, da Selic e do fluxo estrangeiro. A revisão contábil da Aegea e o adiamento do IPO para 2027 lembram que a governança das investidas também importa.

4.Os catalisadores de curto prazo são concretos: o resultado do 2T26 (que consolida Itaú e investidas), os novos ciclos de JCP já em curso (R$ 1,547 bilhão declarado em junho de 2026, com data-com em 18/06), a evolução da Selic e os indicadores de crédito do banco. No médio prazo, a aproximação de 2027 tende a manter o mercado precificando gradualmente o fim da ineficiência fiscal. Com consenso integralmente comprador, yield elevado e um piso amortecido pelos proventos, a combinação configura risco/retorno favorável para uso interno PGS.

04

Disclaimer

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Referência do relatório: PGS-ITSA4-202606 · Data: 18 de junho de 2026 · Analista interno: Polaris Global Strategies Ltd. · Ticker: ITSA4 · Bolsa: B3